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10/11/2007 01:28
Questionamentos
Perdi-me justamente quando me procurava, tentando me enquadra em um estilo, grupo, sociedade e modo de vida, tentei quase tudo, ainda tento, tento muito, a única resposta que obtive foram mais perguntas, questionamentos e mais questionamentos. Não me revolto contra a vida, sei que não sou o único privilegiado a me sentir a sim, sinto como se tivesse que criar o meu mundo, claro que isso e uma faca-de-dois-gumes, tão reacionário quanto instintivo.
Procuro não um mundo do meu modo, não quero a certeza da das palavras, tão pouco quero a desilusão do não acontecimento, ao mesmo tempo em que procuro um espaço meu, procuro também, não me alienar nem fechar-me perante o mundo, tal feito e tão complicado que eu sempre, ou quase sempre, me confundo, tem horas que a contemplação da lugar a sonolência e a letargia, perco o rumo e deixo o barco ser governado pela correnteza bravia.
Numa mente tão insana e pensadora como a minha, todas as atitudes e decisões são pensadas e repensadas milhares de vezes, ao ponto que quando a ação chega, ela não tem mais o impacto, às vezes a ação se torna completamente desnecessária, seria interessante se fosse ao contrario, mas temo, não sei bem ao certo o que temo, só sei que temo (perdão pela parodia).
Tudo isso e como se fosse um castelo de baralhos, pronto a ruir ao toque mais sutil do vento, não tenho uma base concreta, minhas raízes são moveis, vou me expandindo e expandindo, não me importo com o terreno que estou crescendo, sei que posso procurar um solo mais fértil, mas e justamente isso que me perturba, o fato de saber que nenhum canto e definitivo para mim. E como lutar pelo um reino que não existe.
Não vejo desespero no que escrevo o que vejo e sinto e a pura e mais sincera, ignorância do amanhã, graças aos deuses, eu não sei o que vai acontecer na próxima hora, talvez eu saia, ou talvez vá para cama, esta incerteza e a única certeza que me restou com o passar dos anos, saber que nada está em minhas mãos, chega a ser reconfortante.
Pode até parecer melodrama, ou uma tentativa desesperada por chamar atenção, contudo, tem coisa mais bela e saudável que a incerteza do futuro?
O fato de não saber de nada ao mesmo tempo em que assusta, consola, será que amanhã eu serei eu? ou será que eu serei outro eu? Pode até parecer filosofia de botequim, mas quem seremos quando o sol raiar?
Fato curioso e este texto, que pula da minha mente como se tivesse vida e sentimentos próprios... E como um livro, parece-me que eu sou uma personagem de um livro que ainda esta sendo escrito, não sei bem ao certo qual o meu papel nesta historia toda, nem sei se o autor gosta ou não de mim, a cada palavra escrita e como um suspiro a mais, tem horas que eu gostaria de tomar a caneta da mão do escritor e redigir eu próprio as minhas falas, mas aí, novamente surge o questionamento.
O que devo escrever?
enviada por Sopapo de Amigo
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