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22/10/2007 01:24
Baseado em fatos, quase reais ou quase irreais.

Dia normal hoje...
Sempre me perguntei o que é um dia real, talvez eu saiba a resposta, ou não!, algumas coisas e melhor ignorar, outras ignoramos por pura ignorância, mas tem sempre algumas coisas que ignoramos por não estar preparados para entendê-las.
Fui observando o velhinho, que sorria de leve e me olhava de quando em quando. Comecei a pensar em um monte de coisas, a me perguntar o quanto aquele velhinho tinha visto e aprendido em sua vida...
Certa vez, certo professor meu, me deu um tapa na cara, claro que isso foi conotativo, creio que foi neste dia, que eu resolvi ver ao invés de ser visto, e uma troca meio estranha, ao mesmo tempo em que tem, como em qualquer ação, coisas boas e más... foi como ser tirado, de um mar de tranqüilidade e lançado no olho de um furacão, perdão pela comparação, uma ação sempre acarreta uma reação. Pensei neste fato por muito tempo, é ainda penso nele.
... Então me veio à mente que a solidão deveria ser um sentimento ao qual ele por certo já estaria acostumado...
Talvez neste dia, em que resolvi ver, talvez a reação fosse não ser visto, isso me deu, de brinde a solidão. Será? não tenho tanta certeza, solidão e mais que um estado, pelo menos ao meu ver, é quase um estilo de vida... não que isso seja positivo ou negativo, mas um tanto reacionário.
... Mas e se não? Uma vez escrevi que ninguém deveria sentir-se destinado a solidão. Mas a solidão parece ser uma fiel companheira...
Companheira que sempre cultivamos com amor e afinco, quantas vezes eu alimentei-a? quantas vezes eu tentei expurgá-la? Como se o mero querer fosse bastante... Realmente ninguém deveria se sentir só, querer estar só e uma coisa até que boa, mas ser obrigado a estar só? que fato cruel.
Prometemos nunca separar, continuar a amizade do colegial, mas, quase nunca ligamos ao mesmo tempo em que fugimos deste passado, haverá outra forma de manter o passado do lado sem vivê-lo deixando de lado o presente e o futuro?
... e à medida que se vai envelhecendo, as pessoas partem e a gente fica apenas com um baú de memórias e a solidão tomando conta da gente...
Sempre tem uma mão sádica, disposta a revirar o baú, como se fosse uma forma de autoflagelação, beirando a monstruosidade, beirando a pura e mais sincera saudade.
... aceitar de vez a solidão. Parece estúpido e inútil temer algo que se considera inevitável, mas mesmo assim...
Evitamos e evitaremos, mas, até quando? Será que este Velhinho tem orgulho do seu passado? Quero eu, olhar meu passado e ter orgulho dele, não por atitudes heróicas ou momentos de gozo supremos, e sim pelo fato de ter valido a pena ter vivido uma vida, mesmo que no final a minha companheira seja a tão famigerada Solidão.
Quando fui descer, olhei para o velhinho e lhe disse "ATÉ LOGO"...
Velhinho ou A Vida? Quando estamos cem por cento, acordados em relação a nós mesmo? Sempre escutei que a sorte só bate na porta uma vez, espero que eu escute ao seu chamado, talvez este singelo e longo "ATÉ LOGO", seja a sua resposta, ou a minha resposta, ou talvez não passe de uma cena que a sua, minha, nossa, mente imaginou.
Isso nasceu graças a Marcela. Obrigado minha amiga.
Lotom
enviada por Sopapo de Amigo
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