31/05/2007 23:52
Tudo o que pode “ser”, depende de “alguém” iniciar ou não, contudo, pode levar tempo até este “inicio”, mas o tempo se torna relativo, uma hora se torna um segundo, ou um minuto se torna um século, tudo e tão estranho e confuso quanto uma simples gota.

A perfeição imperfeita,
do seu ser me consola,
sinto o clamor de seus olhos negros (...).
Lhe encontrei, em meios obscuros, dignos de sonhos...
cenas desconexas me atiçando a imaginação.
Por caminhar nas sombras...
(Tanta penumbra ao meu redor) Encontrei!
O pequeno raio de Luz, que vem de seus olhos negros,
Farol d’uma praia distante...
casco rachado... a distancia me sucumbirá?
Remando com o pouco glamour que sobrou,
sinto a praia mais perto, sinto a noite com intensidade...
Toda Luz que eu tenho, toda Luz que eu quero...
Num ponto tão negro que o breu
se perdeu,
perseguido por corvos... Ondas de falso calor...
A cada remada a pequena e tímida Luz de seus olhos,
Consola-me,
Tudo e tão real quanto inconstante,
eis de guiar-me?
Milhas e milhas, no oceano-universal...
Será sorte? Será sonho?
Luz dos olhos teus, farol meu salvador.
Em meio ao nada, ainda vejo a pequena Luz,
chamando-me, reclamando-me.
Enfeitiçado por tal brilho-obscuro,
eu remarei,
rumo ao falso-Farol,
dos olhos teus.

Escutando Legião Urbana - Vento no Litoral
enviada por Sopapo de Amigo






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