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08/01/2007 00:50
Sublimação
No inicio, uma nascente...
No decorrer, ganho mais volume,
torno-me um riacho, cai à chuva, torrencial...
Transformo-me... uma corredeira, violenta,
turva, traiçoeiramente bela, porém, mortal.
Milhas e mais milhas,
separam-me do que um dia eu fui!
No sol escaldante, evaporo algo se perde.
Mas cai à chuva... o volume dobra,
a corredeira se acalma,
um lindo espelho dágua...
O frio da noite me alimenta,
torno-me real,
milhas e milhas...
Ganho coerência, volume e sustância.
Gero a vida e a morte...
Absorvo outros riachos,
Como se eu fosse o próprio Tudo...
Numa linda queda, formo uma cachoeira,
De presente lhe dou um arco-íris,
tão triste e melancólico...
volto as origens por um segundo!
Mas!, me acalmo, volto a ser tranqüilidade,
Porém, uma única gota, me transforma,
Viro uma enchente, anormal,
Gota salgada, despejada sobre um doce rio doce...
Volto ao meu leito, de modo lento e choroso,
Sigo meu percurso... deságuo.
Me junto ao restante, sigo meu destino.
Mas sempre terei a marca,
De uma simples gota salgada...
Gota que me faz rebelar.
E tudo molhar, com minhas águas...
Nem sempre calmas!
enviada por Sopapo de Amigo
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