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11/05/2006 19:54
I
Um cigarro, um isqueiro...
Em punho... Um trago!
Ao inferno condenado estarei?
Não me digas!
Quero a adrenalina,
Surpresa! Coração a Mil!
Sim! Não! Que duvida!
Quero a Surpresa.
Que me mude a vida.
Que me faça sorrir.
Que me faça chorar.
Não me faça um sonhador,
Não me tenha como sonhador,
Quero ser surpreendido.
Uma surpresa Instigante.
Uma surpresa Delirante.
U a surpresa Maldita.
II
Para o bem ou para o Mau?
Que se dane!
Quero mesmo e a Adrenalina,
Um segundo que vale pela eternidade!
Um Arrebatamento!
Que me arranque
Deste corpo senil,
Deixando só a Alma Viril!
No gatilho do Destino,
Tornei-me menino,
Rejeitei o sobro!
Abracei o véu!
Degustei às delicias do fel.
Enforquei-me ao ver o mel.
Entre doces e amargos,
Lancei mão do Paladar!
E deste modo pude repousar.
III
Sem, sentidos...
Só a concepção elementar!
Oh! Arrebatamento surpreendente
Não posso enxergar, nem tatear.
Não há dor, só atração.
Não há medo, só emoção.
Não há duvidas, só preenchimento.
Não há fim, só o inicio.
Cansativo se torna respirar,
Meu olfato parado estas!
Mesmo assim me deleito
Que prazeres a surpresa, me deu!
Quantos dores o arrebatamento, me levou!
Que véu, sabor de fel!
Calar-me-ei!
Só um murmúrio.
Baixo, mas, prazeroso!
IV
Escuto-me murmurar...
Um zumbido, um tinindo...
Por fim o silencio!
A comunhão Perfeita.
Não sou mais de carne e osso
Não há mais um corpo
Não pertenço mais à vida,
Nem tanto a morte!
Sou um sentimento.
Aliando da surpresa
Amante do arrebatamento
Trago-lhe a satisfação,
O descanso, o fim da batalha.
O gozo da vida eterna.
Todos me sentiram,
Serei surpreendente...
Mas, serei traiçoeiro!
enviada por Sopapo de Amigo
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